segunda-feira, 27 de março de 2017

De um modo geral...

De um modo geral, na minha vida pessoal, gostava de ter sempre uma palavrinha a dizer sobre qualquer assunto em que me via envolvida. Pior...o meu mau feitio é tal que gostava de ser como os advogados dos arguidos em processo penal: ser sempre a última a alegar, que é como quem diz, ter sempre a última palavra.
Com o tempo fui aprendendo que, por um lado há coisas que não merecem sequer que abramos a boca para dizer o que quer que seja, não merecem que gastemos a nossa preciosa energia e o nosso precioso tempo com elas.
Porque, na senda do que aqui deixei plasmado ontem, há silêncios que gritam mais que muitas palavras. Convindo não esquecer que as palavras ficam com quem as profere.


É assim ou não é?

domingo, 26 de março de 2017

Não quero saber e pronto!!!

Não quero saber se há probabilidades ou não de haver um atentado. Acredito na protecção divina.
Não quero saber se vão ser milhares ou milhões de pessoas.
Só sei que o adoro. Só sei que ele representa a igreja que eu sempre sonhei e em que acredito. Só sei que ele é o homem que mais se assemelha a Jesus Cristo.
E sei, que vivia triste, embora conformada, de não poder ir a Fátima vê-lo. Não tomei medidas atempadamente porque sempre pensei que seria uma visita com direito a eucaristia em Lisboa.
Daí que, quando ontem em conversa, comentei com uma grande amiga que tinha esta tristeza e ela me diz, muito naturalmente, que tem uns familiares a morar a menos de 5 kms de Fátima e que há lugar para eu ficar em casa deles na noite de 12 para 13 de Maio, quase tenha chorado de alegria.
Estou em contagem decrescente para a minha peregrinação a pé, nos dias 29 e 30 de Abril. E espero ansiosamente por pelo dia 12 de Maio.
Como diz a minha filha, só quem se identifica assim com ele, entende como me sinto abençoada. Como me sinto grata por esta oportunidade!

Tem de ser assim...

Na área onde trabalho tenho de tomar, a maior parte das vezes, atitudes que pouco agradam aos envolvidos. Mas, a minha preocupação é sempre a defesa das crianças e, como tal, embora sujeitando-me a ouvir ou a ler (cartas que me escrevem) impropérios acerca da minha pessoa e das minhas tomadas de posição, aprendi a calar.
Na verdade, com o amadurecer (e já cá cantam quase 44), penso que nunca como agora isto se aplica:


sábado, 25 de março de 2017

Feliz ou infelizmente...

Feliz ou infelizmente acabou-se um período de muita folia cá por casa.
Fevereiro e Março são dois meses de muita festança.
Começamos com os anos do avô J, passamos para o aniversário do pai M., a que se segue o dia dos namorados e o aniversário da madrinha A.
Chegados a Março. temos o aniversário da mini mais nova a abrir, o dia do pai a seguir e, por fim, o dia de aniversário da mini Mais velha.
Contas feitas, são, sem dúvida, dois meses em que a alegria está (felizmente) em alta, as finanças em baixo (vão ao charco entre prendas, jantares e festas de comemoração), a dieta também pelas ruas da amargura...e a balança, oh a balança... nem se fala, está no seu expoente máximo do ano.
Entramos agora na nossa verdadeira Quaresma...para desintoxicar e ver se as contas se recompõem.
Aguardemos a ver se assim é!


sexta-feira, 24 de março de 2017

Há precisamente...

Há precisamente 11 anos, no Hospital da Cuf Descobertas, Lisboa, descobria, pela primeira vez, aquele que considero o único e incondicional amor. Que me perdoem os que sentem e pensam de outra forma. Respeito, tanto mais que trabalho numa área onde aprendi que ser mãe e pai não é para todos. Mas, para mim é a melhor coisa do mundo. Aquilo que mais me define como mulher e que me tornou numa pessoa melhor. Cada um tem as suas formas de sentir e de estar. Todas válidas desde que não prejudiquem ninguém. A minha forma de estar define-se e molda-se desde o dia 24 de Março de 2006!
A primeira foto...e, ao que parece, ela não gostou de ser fotografada...


quinta-feira, 23 de março de 2017

A blogosfera...

Há anos, ainda eu não era mãe, entrei no mundo da blogosfera. Na altura, apenas como leitora. Gostava muito de ter um blogue e de escrever, mas, atendendo à área criminal em que trabalhava, tinha pavor de me expor. 
Depois, fui mãe e os meus medos passaram a ser outros e a necessidade de partilha cada vez maior. Criei um blogue. Há pessoas que acompanho desde então. Outras deixaram de ter blogue mas, curiosamente, conheci-as pessoalmente. Uma das gravidezes que acompanhei, estando eu também grávida, teve como fruto uma menina que acabou por se cruzar com a minha Mini mais velha e de quem hoje ela é amiga.
Outras pessoas conheci, que muito me enriqueceram, com quem aprendi imenso, mas que por mal entendidos e outras coisas acabei por me afastar sem que, contudo, as tenha tirado do meu pensamento e do meu coração.
Entretanto conheci outros blogues interessantes. Tenho a confessar que não há rede social nenhuma que me tire o vício de ler blogues e de escrever. De acompanhar amores e desamores, doenças e gravidezes, casamentos e baptizados. Deixei de acompanhar blogues de pessoas que vivem num estado de felicidade permanente e que têm vidas de sonho. Não porque tenha qualquer tipo de inveja, mas porque a minha realidade interna é outra e preciso muitas vezes de sentir que não sou única no mundo a problematizar e questionar.
A blogosfera faz parte da minha vida e muitos dos bloggers também. Aqueles a quem sigo fervorosamente,. quando estão muito tempo sem dar notícias sinto falta...e sinto falta quando, por falta de tempo, não consigo visitar os cantinhos.
Sou assim, uma blogoólica!!!


quarta-feira, 22 de março de 2017

Não sou...

Não sou mulher de selfies... e não fui ao longo dos meus 44 anos (está quase), mulher de me maquilhar. Pura e simplesmente não tenho paciência. Maquilho-me em dias de festa e dentro do básico.
No entanto, sou mulher de maluqueira e, um dia destes, deu-me. Para fazer a vontade à minha filha mais velha, comprei um batom, até meio rasca e pintei os lábios. Tinha ido arranjar as sobrancelhas (coisa que faço muito raramente por que me doí como o "caraças") e resolvi tirar uma selfie que pus como minha foto de perfil no facebook.
Bem, os meus amigos reais (sim, porque são poucas as pessoas com quem mantenho amizade no facebook que não conheço há anos e as que não conheço para além do mundo virtual, parece que as conheço há anos), parece que tinham visto uma coisa do outro mundo. Veio toda a gente mandar o seu bitaite e dizer que devia andar sempre com maquilhagem.
Confesso que, sempre sempre, não me apetece...mas dei por mim a comprar produtos de maquilhagem de jeito, que me ajudem a proteger a pele (que já vai tendo algumas rugas) e que disfarcem e me deêm um ar mais animado nos dias em que pareço um zombie.
Se bem que acredite que a juventude é um estado de espírito, às vezes é preciso dar uma ajudinha para manter esse espírito.