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Coisas que me fazem comichão...

As minhas Minis são católicas. Por agora.
Baptizei-as quando ainda não tinham capacidade de discernimento porque a minha fé assim me aconselhou. Quiseram, de livre vontade, frequentar a catequese e é de livre vontade que fazem amanhã a primeira comunhão. Só foram para a catequese quando me pediram para ir.
Estarei preparada e aceitarei se decidirem abandonar a religião ou mudarem de crença.
Têm amigos de várias religiões e isso nunca foi motivo de preocupação para mim.
Para a festa de amanhã(que preferiram ter em vez da festa de aniversário, por entenderem que é um marco mesmo importante na sua vida)convidaram amigos ateus e de várias opções religiosas. No convite deixei claro que não precisavam de assistir à eucaristia e que os apanhava depois para o almoço. Uns vão à eucarístia mesmo sendo budistas. Outros não vão, mas vão confraternizar connosco. Curiosamente, a única menina que não vai nem ao almoço, assumidamente por questões religiosas é a única que é cristã, embora não católica, porque não pode confraternizar pela felicidade da amiga, por uma coisa que ela acha muito má. Confesso que estas coisas me fazem comichão nesta época de diversidade e em que se apela à tolerância. Nem budistas nem muçulmanos reagiram assim...


Simples ou simplória?

Aproxima-se mais uma data importante na nossa vida religiosa. As Minis vão fazer a sua primeira comunhão. Sobretudo para a Mini mais nova é um marco importante. Ela tem uma fé que me comove. Não quis festa de aniversário, para poder tê-la no próximo Domingo, já que, na perspectiva dela, o aniversário é banal e a primeira comunhão uma data única.
Já tenho a roupita delas e não tem nada de especial. Uns vestidinhos de fustão cor de pérola, com uma flor bordada aqui e ali.
Vi-me grega para arranjar quem me fizesse o vestido para a mais velha, já que elas querem ir de igual e a mais velha está uma autêntica adolescente e não existia o tamanho dela. Quando comprei o da mais nova, na loja partiram do princípio que era para ela vestir depois da cerimónia, já que era demasiado simples para a igreja. Sempre que mostrava o vestido a alguém em busca de quem mo fizesse, a conversa era sempre igual" Tão simples???".
Bem, não me deixei impressionar e mantive aquele que todos cá por casa tínhamos escolhido como o ideal. Hoje, na loja onde comprei o da mais nova e que serviu de modelo para a outra, vi a dona entregar um vestido para o mesmo efeito e, percebi finalmente o porquê de tanta admiração.
Cada um veste-se como quer, mas penso que as coisas devem ter uma certa contenção.
Se o vestido que eu vi fosse em tamanho maior, qualquer noiva o poderia vestir... Curiosa, procurei pelo Google, vestidos de primeira comunhão... e já não sei se o vestido das minhas filhas é simples e e eu apenas uma simplória!!


Nada me turba...



Alguém que foi muito importante na minha vida, num momento em que me sentia desesperada, num assomo de luz, pediu-me para ouvir e meditar nesta música, com letra de Santa Teresa de Ávila. Foi dos momentos mais memoráveis da minha vida, aquele em que a ouvi pela primeira vez. Mudou a minha forma de estar. É com este sentimento, de que se tenho Deus nada me falta, que caminho até Fátima de todas as vezes...
Percebo que seja difícil de entender. Para alguns, que me são bem próximos, é até uma espécie de devaneio ou loucura. 
Não os censuro, mas gostava que todos pudessem experimentar o sentimento de fraternidade, de comunhão com todos os seres, e, desta forma, com Deus, que consigo experimentar.
Não rezei nenhuma oração das que me ensinaram na catequese em todo o caminho. Mas todo o caminho foi toda uma oração. Aos que me acolhem e caminham ao meu lado, o meu mais profundo OBRIGADA, VOCÊS SABEM O QUÃO IMPORTANTES SÃO. Aos que caminharam no meu coração, não duvidem que vos entreguei à VIRGEM DE FÁTIMA! Aos que me deram força por mensagem ou de outra qualquer forma, a minha GRATIDÃO. Ao meu marido e às minhas filhas, agradeço o me terem tornado mais resiliente.
Nada te turbe,
Nada te espante,
Quem a Deus tem,
Nada lhe falta.
Nada te turbe, 
Nada te espante,
Só Deus, basta!


Caminhando...

A minha irmã do coração,disse-me um dia que uma vez peregrino, para sempre peregrino.
E é verdade! Daqui por mais umas horas começo mais uma peregrinação, a caminho de Fátima. Um tempo de me encontrar, com Deus, comigo e com os outros (os que caminham ao meu lado na estrada e no coração). 
Quem vai uma vez a Fátima a pé, quer sempre voltar. 
Eu volto mais uma vez e voltarei enquanto houver estrada para andar.


Revejo-me...

Li hoje uma notícia sobre um estudo ou pseudo-estudo sobre os efeitos da idade nas mulheres. Conclui o estudo que a entrada na meia idade ( 40 / 50 anos) normalmente acarreta para mulher (mais que para os homens), uma maior resistência ao stress e uma maior capacidade para lidar com as dificuldades que a vida apresente.
Confesso que me revi imediatamente. Depois dos 40 tenho muito mais tranquilidade e discernimento para não me deixar afectar por coisas que antes me tiravam do sério. Penso que revi as minhas prioridades. 
Esta semana aprendi que esta mesma serenidade que me trouxe a idade se reflecte no meu semblante. Numa visita profissional a uma casa onde são acolhidas algumas crianças vítimas de maus tratos, no âmbito do mês de prevenção dos maus - tratos infantis, um menino com 6 anos sentou-se ao meu lado, explicando que o fez porque eu tinha "uma cara feliz!". Fiquei muito comovida. Consegui transmitir algo de bom àquele menino, sendo certo que ele terá captado mesmo a forma como encaro a vida nesta fase.


Não mexam connosco!

O departamento dos EUA fez um relatório, relativo ao ano de 2016, sobre o sistema policial e prisional português. Nas conclusões escreve que em Portugal os polícias são agressivos com os detidos, usando a força e que os nossos estabelecimentos prisionais estão sobrelotados e têm más condições.
Concordo que há muito a melhorar num lado e em outro. Mas penso que os progressos são imensos. 
Mas, confesso que ao ler a notícia sobre tal relatório, o primeiro pensamento que me ocorreu foi de uma expressão que muito se usa na minha zona "Só fala quem tem que se lhe diga".
Depois, li os comentários à notícia e achei engraçado que eram todos praticamente coincidentes. Todos no sentido de não reconhecerem legitimidade aos EUA para fazerem qualquer reparo aos nossos sistemas policial e prisional pois que têm uma vergonha chamada Guantanamo e um sistema de polícia muito questionável.
Deve ter sido a primeira vez que não vi comentários insultuosos a outros comentários.




Coisas inimagináveis...

Nunca me passou pela cabeça poder sentir com um patudo tanta empatia...Nunca me passou pela cabeça amar tanto uma "tolinha" como a minha Mel.
Porque é verdade que não há ser que me ame de forma tão pura.

Verdade absoluta:
"Até termos  tido o privilégio de amar um animal, parte da nossa alma permanece adormecida."