Dúvida existencial...

De há uns tempos para cá procuro fazer um tipo de alimentação mais saudável, menos tóxica, recorrendo cada vez menos à proteína animal. Aderi a alguns grupos de vegetarianos no facebook para tentar compreender melhor os princípios, as evidências científicas sobre vantagens possíveis e até mesmo receitas. 
Contudo, em quase todos os grupos, a grande maioria das postagens, mais do que exaltar os benefícios dos alimentos de origem vegetal, insurge-se contra os maus tratos a animais ou mesmo apenas com o facto de se matarem animais para comer. Entendo a preocupação e eu própria estou cada vez mais alerta para as condições de criação dos animais que usamos na alimentação diária.
No entanto, ainda não consegui perceber se a maior parte das pessoas são vegetarianas porque acreditam, efectivamente, nas vantagens do regime alimentar, se apenas o são porque não suportam a ideia de os animais serem criados e mortos exclusivamente para consumo humano.



Assim a encaro!

Desde que resolvi afastar a toxicidade da minha vida, vivo muito mais tranquila.
A vida é mesmo isto!

Boa noite! Boa semana! Sou feliz desde que percebi que à sexta feira estou contente por se aproximar o fim de semana e ao domingo à noite porque está prestes a começar mais uma semana!

Mais uma vez o Lidl no Top!

Desde que me lembro, detergente para a máquina da roupa só tinha um nome : Skip. Em casa da minha mãe e na minha casa, tanto enquanto solteira como depois de casar só se usava Skip. Na minha primeira gravidez embirrei com o cheiro dos detergentes Skip e comprei Persil...a partir daí comprava entre o Persil, o Skip ou o Ariel, consoante o que estivesse em promoção porque não encontrava grandes diferenças entre eles. Ainda hoje o faço.
Um dos supermercados que foi a minha descoberta este ano foi o LIDL por causa dos cremes da marca Cien que uso e recomendo. E, vai daí, comecei a experimentar uma série de outros produtos.
O Formil (detergente para a máquina) foi um deles. Um preço bastante apelativo e pareceu-me bastante eficaz. Ouvi algumas críticas da ala familiar "Skipiana", mas na minha casa mando eu! E pronto, não estava errada. Quer o Formil do LIDL, quer o Tandil do ALDI foram considerados os melhores detergentes para máquina de roupa, num teste comparativo que envolveu dezenas de marcas, incluindo o Skip.
Cada vez estou mais fã destes dois supermercados. Lamento imenso que não sejam portugueses. Mas muitos dos produtos que compramos nos hiper portugueses também não são nacionais.

Vai um abracinho???

Muitas das pessoas que conheço a nível profissional são muito pouco dadas ao toque, restringindo-o ao essencial aperto do mão, mesmo quando ao fim de muitos anos deixamos de ser apenas colegas e passamos a ser amigos.
Confesso que não concebo a amizade ou o amor sem toque físico, sem abraços e beijinhos.
Tenho por hábito abraçar as minhas filhas , o meu marido, a gata e a cadela. E fico derretida porque a minha MINI mais velha, apesar de estar a entrar na adolescência muitas vezes me abordar com uma frase muito doce "Mãe, vai um abracinho?" Gosto mais de abracinhos do que de beijinhos. Gosto de sentir o calor da pessoa junto a mim.
Pelos vistos devíamos passar a dar mais abraços. Não sei se será cem por cento eficaz mas, "Há várias evidências científicas que mostram que o toque pode proteger as pessoas de vários sintomas", afirma Sheldon Cohen, professor de psicologia da Carnegie Mellon, no estudo. Segundo Cohen, "um abraço por dia é o suficiente" para afastar a gripe.
Vamos lá  fazer alguma coisa pela nossa saúde, sim?

Pela primeira vez!

O nosso ex primeiro ministro, Pedro Passos Coelho,  foi uma pessoa em relação à qual estive sempre (ou quase) em total desacordo...Enquanto exerceu funções e depois de tal exercício. Nesta última fase sempre achei disparatados os comentários que fazia, quer porque o eram em si disparatados, quer porque contradiziam posições tomadas enquanto governante.
No entanto, para tudo há uma primeira vez...e hoje foi a primeira vez em que concordei com uma posição assumida por ele.
Apesar de gostar muito de futebol, e de saber que existem pessoas que são absolutamente fanáticas, não creio que, de forma alguma, a existência de jogos de futebol em dias de eleições faça aumentar a abstenção. Na minha opinião, pessoas que acham que têm de cumprir o seu dever cívico (como eu, nem que seja voltar em branco ou de forma nula), não vão deixar de o fazer por quererem assistir a um jogo de futebol...as urnas estão abertas muitas horas e um jogo de futebol dura cerca de uma hora e meia a duas horas.
Penso que proibir a realização de eventos desportivos em dias de ida às urnas é, como disse Passos Coelho, passar um atestado de menoridade às pessoas.
Talvez os políticos devessem pensar que, quem não vota, não o faz porque tem de ir a um jogo de futebol, mas sim porque está-se pouco importando para os resultados, nomeadamente, porque seja do partido A ou do partido B, os políticos, depois de serem eleitos, tendem a ser todos mais ou menos idênticos.


Crucifiquem-me...

Estão as redes sociais portuguesas em polvorosa por causa de algumas afirmações de uma série de mães plasmadas num livro, prestes a sair.
Num mundo onde as pessoas se escandalizam por da cá aquela palha até entendo que isto seja mais um motivo para uma acesa discussão.
No entanto depois de ler o artigo, depois de ler o relato, ou o excerto das conversas tidas com estas mães pela autora, confesso que não estou chocada. Uma mãe dizer que se soubesse bem como era teria abdicado da maternidade, ou seja, não teria tido filhos, não é nada de aterrador.
 Não me choca absolutamente nada. Não abdicaria de ter tido as minhas filhas e se a vida tivesse proporcionado teria tido mais uma. No entanto, penso que estamos todos de acordo que ninguém tem a noção do que é ser mãe até ter filhos. E, não tenho dúvidas que ter um é diferente de ter dois, como ter dois é diferente de ter três. Parece-me, contudo, que estas mulheres não se referem a abdicar dos seus filhos em concreto, nem referem que não os amam. Abdicariam sim da maternidade. Não da Maria, da Leonor ou do João. Da maternidade em si e ponto final. Para mim isto é absolutamente legítimo, já que, volto a frisar, a maternidade não se pode contar ou saber como é senão vivenciando-se e ser mãe (ou pai) não é para todos. Arrependemos-nos de tantas coisas na vida pelo que não acho nada do outro mundo que as pessoas (mulheres) percebam a posteriori que a maternidade não é nada daquilo que pensavam que seria ser. Volto a frisar que não me parece que estas mulheres não amem os seus filhos, nem digam que não gostam deles. Não gostam da maternidade em si. Eu tenho a certeza de que é a coisa mais importante da minha vida, o que não quer dizer que muitas vezes não desespere. Mas isso sou eu que me realizo na maternidade. E quem não se realiza? Não somos todas iguais. Nem todos temos a mesma capacidade de dedicação. Recebemos muito em troca. Para mim é uma coisa fantástica. Mas é necessária uma grande capacidade de abnegação que nem todas as mulheres e homens têm. Claro que as crianças não têm culpa, claro que é terrível para elas terem uns pais que não se realizam na maternidade. Mas, volto ao ponto de partida, ninguém sabe o que é a maternidade até ter filhos e a maternidade vive-se de forma diferente consoante os filhos. Eu sempre me disse incapaz de fazer um aborto, tivesse o meu bebé o problema que tivesse. E, dizia-o independentemente de ser católica. Hoje, continuo católica, mas ao trabalhar na área da família e ao conviver com uma grande amiga que se tentou suicidar já por duas vezes porque não consegue lidar com as deficiências da filha para além da esquizofrenia da miúda, pergunto-me o que teria feito se me acontecesse uma coisa dessas hoje. A vida fez-me deixar de ser radical em relação a tanta coisa.


Nem sempre é fácil...

Nem sempre é fácil aceitar com resignação a morte.
Estou triste. Um amigo deixou de estar fisicamente entre nós. Uma referência desde a infância. Um homem bom como conheci poucos! Para os que, como eu, têm fé, apenas deixou de estar à distância de um telefonema, para passar a estar à distância de uma oração, de um pensamento. Perdemos um homem, mas vamos ganhar um santo!

Com ele aprendi a ter uma vista arejada da igreja. Uma Igreja na qual me sinto eu, livre para pensar e com dever de aceitar todos.
Obrigada, Padre António Francisco. Não lhe chamo Dom, porque para mim não há nada mais nobre na igreja que ser padre. E foi enquanto padre que o conheci e o guardei no meu coração. Obrigada por ter abençoado o meu casamento e a vida das minhas filhas!