Featured Slider

Também é importante elogiar!

Por doença de uma das Minis, ontem, por volta das seis horas da manhã estava a entrar no serviço de atendimento permanente/pediatria de um hospital de Lisboa. 
Confesso que nunca, em toda a minha vida de mãe, tinha sido atendida com tanta consideração e respeito pela minha aflição como fui ontem. Quer a enfermeira da triagem quer a pediatra do serviço de urgência foram fantásticas, quer em termos de humanidade e simpatia, quer em termos de eficiência. 
Não fizeram mais que a sua obrigação e é para isso que lhes pagam, pensarão alguns. 
No entanto, não pude deixar de assinalar este comportamento, sobretudo vindo de quem deveria estar com sono, depois de uma noite de vigília a trabalhar.E, se quando é preciso peço o Livro de Reclamações, também achei que era propositado pedir  o de elogios. Não existia. Não foi por falta dele que deixei de assinalar o que tanto me agradou. Hoje enviei um email à administração do hospital dando conta da minha satisfação.
Não pouco críticas, mas também não sou avarenta com elogios. Todos têm o dever de ser urbanos, cordatos e, acima de tudo, competentes. Mas nem todos o são, infelizmente. Por isso, há que salientar quem foi mais além daquilo que lhe era exigido.

Temos pena...

Tenho muito má impressão daquelas pessoas que utilizam as redes sociais para mandar indirectas ou falarem genericamente sobre um assunto pretendendo, com isso, atingir alguém!
Mas, para que conste, tenho em pior conta aquelas pessoas que vão avisar os visados sobre o conteúdo em questão, enviando-lhes todos os dados. 
Como diz a minha mãe, do alto da sabedoria, "mal haja quem de nós diz, mas pior é quem nos traz ao nariz". 
Sendo assim, recuso-me a ler seja o que for, da autoria de quem quer que seja, que não me seja transmitido pelo próprio autor.
Alcoviteiros só no auto da barca do inferno! 

É tudo uma questão de desapego...

Li no site da Sic notícias que um estudo feito na Alemanha conclui que ter mau feitio nos permite ter mais anos de vida. 
Depois de ler a totalidade do estudo, percebi que é tudo, como tenho aprendido nos últimos tempos, uma questão da forma como nos posicionamos perante as coisas.
Na verdade, verdadeiramente, o que está em causa não é ter bom ou mau feitio. Confunde-se mau e bom feitio com a característica de exprimir ou não emoções. 
Concluí-se, obviamente, que aqueles que se enervam, sentem ira ou tristeza mas escondem esses sentimentos têm menos tempo de vida, de uma forma geral, porque a probabilidade de terem uma doença cardiovascular aumenta, nomeadamente, porque sofrem constantemente aumentos da pressão arterial. Serão estes, os que reprimem as emoções e aparentemente são calmos que serão mais facilmente vítimas de doença coronária.
Por seu lado, quem exprime frequentemente essas emoções, porque liberta stress, tem menos probabilidade de ter tais maleitas e, consequentemente, durar mais. Estes serão os que têm mau feitio.
Na verdade, penso que é tudo uma questão de perspectiva, uma questão de desapego. Já fui uma pessoa de "mau feitio", impulsiva. Agora que sou menos impulsiva não tenho pior feitio, nem mais risco de ter doenças coronárias. Aquilo que eu aprendi foi a praticar o desapego, a criar formas de me proteger de tudo aquilo que me pode perturbar e isso devo-o muito ao Reiki (por muito que isto me custe a admitir). Cada vez são menos as coisas que me provocam sentimentos negativos, que me perturbam. São poucas, muito poucas, as atitudes ou as palavras de terceiros que me fazem sair do meu registo, e quando falo em registo falo em forma de estar, não de reagir. Estou a aprender a largar tudo aquilo que me faz mal, que me fere gratuitamente e a não ter vontade de ferir ninguém. Apenas problemas de saúde graves de pessoas de quem gosto me podem transtornar. O resto, o resto é irrelevante. Penso que quando a vida nos confronta com alguns problemas (solúveis ou não) acabamos por por tudo em perspectiva e ver que o que realmente interessa é pouco, muito pouco. É preciso aprender a deixar ir, a protegermos-nos do que não nos faz bem.
Penso que tenho melhor feitio e, nem por isso, terei mais probabilidades de ter doenças cardiovasculares...
Estou a aprender a viver assim:


Da minha loucura!!!

Eu não sou normal...não posso.
Então não é que eu arrumo as decorações de Natal, com a mesma alegria com que enfeito a casa?
Para mim tudo tem um tempo. O Natal passou. Ponto. Detesto ver as decorações pela casa depois do dia 6. Para mim, as festividades e respectivas decorações eram arrumadas logo a seguir à Passagem de Ano, que é quando, na minha cabeça, as festas acabam. Deixo ficar por causa das miúdas. Mas, depois do dia 6 é intolerável.
O prazer que tenho a decorar a casa, que é imenso, é pouco maior que aquele que sinto ao arrumar tudo.
Até para o ano, se Deus quiser!

Há coisas que não se devem modernizar...

Por muito que pareça genial inovar e inovar com qualidade, tenho para mim que há coisas nas quais não deve haver modernização! É aquela ideia do "em equipa ganhador não se mexe".
Não sou nada fã da mistura de sabores, sobretudo quando estão em causa sabores que por si só são fantásticos.
No fim de semana tive o prazer de visitar a Casa do Pastel da Bacalhau, na baixa pombalina. Já lá tinha ido anteriormente e não tinha ficado particularmente fã. Quis repetir a experiência para tirar as teimas e experimentar o célebre pastel de bacalhau com queijo da serra. Mantive a mesma opinião: nem o queijo da serra nem o pastel de bacalhau ganham com a parceria. Os dois, em separado, valem muito mais por si sós. Gostei bem mais do bocadinho que uma das meninas me deu de um pastel original, sem queijo. Confesso que, ainda assim, a receita deixa muito a desejar por, em meu entender levar muita batata. De forma nenhuma, nem pelo tamanho está justificado o valor de 4 euros/pastel!


Por causa de uns...

Sempre fui uma pessoa solidária. No tempo e no dinheiro. Sempre dei e me senti bem com isso.
Com os anos, comecei a ter tempo só para alguns, embora com um leque abrangente de pessoas que leva a que a minha família próxima, por vezes reclame por eu ser a consoladora dos aflitos.
Ultimamente tenho dinheiro para poucos, muito poucos, excepções, talvez! Hoje de manhã, no café do costume, um jovem vendia calendários para apoiar crianças desfavorecidas. Em outros tempos, faria uma análise sumária (se bem que falível) dos aspectos que me levassem a concluir, ou não, pela veracidade do pedido e, caso me parecesse minimamente sério contribuiria. Hoje, não fui capaz e, como eu, mais umas quatro ou cinco pessoas que dividiam o balcão comigo. Por muito que o jovem pudesse parecer credível, apoderou-se de mim a desconfiança de que estaria a agir em proveito próprio. Depois de umas quantas reportagens sobre o real destino dos cinco euros com que tantas vezes contribuímos para ajudar esta e aquela causa a troco de um boneco, de um porta-chaves ou de outra bugiganga qualquer, raramente dou o que quer que seja nestas situações. Não que me tenha tornado insensível às causas, mas porque duvido sempre sobre o fim por detrás do pedido.
Acabei de ler sobre suspeitas de peculato e abuso de poder na Fundação "O Século", fundação que faz um trabalho excelente com miúdos e graúdos. Depois dos escândalos da "Raríssimas" e o anterior da "Cáritas", já não sei em quem acreditar. Já poucos me parecem sérios...a mim e ao comum dos cidadãos! Paga o justo pelo pecador!

Poupem-me!

De uma forma geral tenho o povo português como um povo de alma grande e que se dedica a causas importantes...
Mas  há determinadas alturas em que me pergunto o porquê do interesse em determinados assuntos. Um deles é o facto de cada passo que a Madona dá, neste rectângulo à beira mar plantado, ser motivo de notícia. É a Madona que mostra as habilidades de dançarinos dos filhos, é a Madonna que vai ver o jogo da selecção, é a Madonna que exibe, orgulhosamente, as axilas peludas da filha no instagram, etc., etc...
Se os detractores do CR7 acham, com alguma razão, que a atenção que os media lhe dão é exagerada, sendo ele português e um herói actual à escala mundial, o que pensar desta atenção inusitada a esta estrela mais que ultrapassada e que não é portuguesa? 
Causa-me alguma estranheza que tenhamos este complexo (de inferioridade???) e não atentemos verdadeiramente naquilo que é genuinamente importante. Poupem-me!